
Casar fora da caixa: O nosso casamento civil no jardim sem parecer um piquenique
A história de como contornámos a frieza de uma sala de registo e criámos uma cerimónia ao ar livre com estrutura, elegância e significado profundo.
Sempre soubemos que o nosso casamento não passaria por uma igreja, mas a ideia de assinar os papéis numa sala de conservatória fria e impessoal, com luzes fluorescentes, deprimia-nos profundamente. O nosso sonho era casar ao ar livre, no meio de um jardim antigo, ladeados por árvores centenárias. No entanto, quando começámos a planear, surgiu o grande medo: como é que garantíamos que uma cerimónia na relva mantinha a solenidade, o respeito e a elegância de um casamento, sem parecer apenas um piquenique de fim de semana com os amigos?
A resposta, descobrimos depois de muitas noites em claro a desenhar esboços, estava na arquitetura do espaço e na forma como guiávamos o olhar dos convidados. A natureza é linda, mas se não criarmos linhas e delimitações, as pessoas ficam perdidas. Decidimos investir forte no design da zona da cerimónia. Com a ajuda da equipa de decoração que encontrámos na Épico, construímos um corredor longo com tapetes persas sobrepostos na relva, ladeado por cadeiras de madeira de carvalho perfeitamente alinhadas. Ao fundo, não tínhamos um altar tradicional, mas sim um arco floral desconstruído que servia de moldura para o momento dos votos.
As lições logísticas que aprendemos da pior forma (em casamentos alheios):
- A fobia do vento e do som: No verão anterior, fomos a um casamento no campo onde não se ouviu uma única palavra do que os noivos disseram porque o vento abafava tudo. Para o nosso, exigimos ao DJ um sistema de som com microfones de lapela para nós e para a conservadora, além de colunas discretas espalhadas pelas últimas filas. Todos choraram nos nossos votos porque, felizmente, todos conseguiram ouvir.
- A batalha dos saltos altos na relva: A minha melhor amiga arruinou uns sapatos de marca num evento parecido porque os saltos enterraram-se na terra húmida. Para evitar esse drama, criámos uma cesta à entrada da cerimónia com protetores de saltos de silicone transparentes para as convidadas. Além disso, garantimos que a zona do jantar, embora ao ar livre, fosse montada sobre um estrado de madeira firme.
- O escudo contra o sol: Casámos em meados de julho, às 16h. O sol ainda estava alto. Alugámos toldos em formato de vela, de tecido cru, que filtravam a luz sem tapar a vista das árvores. E no lugar de cada convidado, deixámos um leque de madeira gravado com as nossas iniciais e garrafas de água gelada num cesto de zinco logo à entrada do corredor.
Olhando para trás, a beleza do nosso casamento civil não esteve apenas na liberdade de dizermos o que queríamos, como queríamos. Esteve no planeamento cirúrgico de cada detalhe. Usar o mapa de mesas interativo da plataforma para separar visualmente a zona da cerimónia da zona de jantar ajudou-nos a perceber que a fluidez do espaço era a chave de tudo. Foi o dia mais incrível das nossas vidas.
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