
O barato sai caro: A dolorosa lição de ter um 'amigo com uma boa câmara' no meu casamento
O relato de uma noiva que tentou poupar na fotografia contratando um amigo e acabou sem memórias visíveis do copo-d'água.
Ainda me custa falar sobre isto sem sentir uma pontada de raiva e arrependimento. Quando começámos a organizar o nosso casamento, o orçamento já estava no limite. O meu marido sugeriu cortarmos o fotógrafo profissional porque tínhamos um amigo que era um ávido fotógrafo amador. Ele tinha uma câmara cara, tirava fotos lindíssimas de paisagens para o Instagram e ofereceu-se para fazer o nosso dia por uma fração do preço. Parecia a solução perfeita. O que não sabíamos é que fotografar montanhas não tem nada a ver com fotografar um casamento.
O desastre começou na igreja. O nosso amigo não tinha lentes luminosas suficientes, nem experiência para lidar com o contraste entre a luz das janelas e a escuridão do altar. O resultado? O momento em que trocámos as alianças está completamente desfocado e escuro. Mas o pior estava reservado para a festa. Quando a noite caiu e o jantar começou, ele não sabia como usar flashes externos. As fotos do corte do bolo são um pesadelo de olhos vermelhos, sombras duras e movimento arrastado. Além disso, por ser nosso amigo, a meio da noite ele guardou a câmara e foi beber e dançar. Não temos um único registo da última hora da festa.
A diferença entre um amador e um profissional:
- Domínio absoluto da luz: Um profissional não se intimida com igrejas escuras ou pistas de dança com lasers. Eles trazem esquemas de luz próprios e sabem ler a exposição em milissegundos.
- Antecipação do momento: Um fotógrafo de casamentos sabe que o pai da noiva vai chorar segundos antes de a entregar no altar, e já lá está com a lente apontada. O amador está a olhar para a câmara a tentar perceber qual é o botão certo.
- Postura e foco: O profissional está a trabalhar. Não bebe álcool, não se senta a socializar com os tios e não perde o foco durante 12 horas seguidas. É uma resistência física e mental brutal.
A minha mensagem para quem está a planear casar é simples: cortem nas flores, cortem nas sobremesas, cortem nos convites impressos. Mas nunca, jamais, poupem nas pessoas que vão captar as únicas coisas que sobram do vosso dia. Confiem em portfólios verificados e não em favores de amigos.
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